Saneamento pode movimentar R$ 40,8 bilhões na economia de Mato Grosso do Sul até 2040

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Estudo aponta ganhos em saúde, produtividade, turismo e valorização imobiliária com universalização dos serviços

A universalização do saneamento básico poderá gerar R$ 40,8 bilhões em benefícios econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2040. A estimativa faz parte de estudo elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria.

Segundo o levantamento, os ganhos líquidos podem superar R$ 25,9 bilhões no período, considerando os benefícios econômicos e sociais e os custos associados à expansão dos serviços.

A projeção considera impactos em diferentes áreas, como saúde pública, produtividade dos trabalhadores, valorização de imóveis, turismo e preservação ambiental.

O estudo calcula que, para cada R$ 1 investido em saneamento, os municípios sul-mato-grossenses podem obter aproximadamente R$ 5,90 em ganhos sociais. O índice supera a média nacional estimada em R$ 4,10.

Produtividade concentra maior impacto

Entre os resultados projetados, o aumento da produtividade do trabalho representa o maior impacto econômico, com potencial estimado de R$ 14,8 bilhões em renda até 2040.

O turismo aparece com potencial de ganhos de R$ 2,3 bilhões, enquanto a valorização imobiliária poderia representar outros R$ 1,7 bilhão.

Na área da saúde, a estimativa é de uma economia de R$ 258,7 milhões ao longo do período.

O levantamento aponta ainda que, entre 2025 e 2031, período em que Mato Grosso do Sul deverá avançar para a universalização dos serviços, os benefícios líquidos podem chegar a R$ 16,1 bilhões.

Impacto também chega ao Pantanal

Além dos efeitos econômicos, a expansão do saneamento é apontada como estratégica para a preservação ambiental.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz o lançamento de efluentes sem tratamento adequado e contribui para a proteção de rios, córregos e áreas ambientalmente sensíveis.

O estudo divide os ganhos projetados entre as regiões intermediárias de Campo Grande, Dourados e Corumbá, com participações estimadas de 46,3%, 39,5% e 14,2%, respectivamente.

No Estado, a expansão dos sistemas envolve atuação da Sanesul e das concessionárias responsáveis pelos serviços em diferentes municípios. Desde 2021, foram implantados cerca de 2.232 quilômetros de redes de esgoto e tratados aproximadamente 298 bilhões de litros de esgoto, segundo os dados apresentados no estudo.

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