Estado encerrou 2025 com quase 20 mil novos empregos formais, enquanto projetos bilionários ampliam demanda por mão de obra especializada
O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul passa por uma transformação impulsionada pela chegada de grandes empreendimentos, principalmente nas áreas de celulose, indústria e infraestrutura.
Dados do Novo Caged mostram que o Estado encerrou 2025 com saldo de 19.756 empregos formais. O número de vínculos com carteira assinada chegou a 689.951, crescimento de 2,91% em relação ao ano anterior.
A construção civil liderou a geração de postos de trabalho, com saldo de 5.873 vagas. Na sequência aparecem os setores de serviços, com 4.835 novos empregos; indústria, com 4.536; comércio, com 3.258; e agropecuária, com 1.256.
A expansão está diretamente relacionada à implantação de grandes projetos em diferentes regiões do Estado. Um dos principais exemplos está em Inocência, onde a Arauco desenvolve um empreendimento de celulose estimado em US$ 4,6 bilhões.
A fábrica terá capacidade projetada de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Durante a implantação, a obra deverá movimentar uma cadeia formada por trabalhadores da construção, transporte, alimentação, hospedagem, manutenção e outros serviços.
Em Bataguassu, outro projeto do setor de celulose prevê investimento de aproximadamente US$ 4 bilhões. A estimativa é de geração de cerca de 10 mil empregos durante as obras e aproximadamente 3 mil postos na fase operacional.
Formação profissional acompanha expansão
A necessidade de trabalhadores qualificados já provoca mudanças na formação profissional oferecida no Estado.
Em Inocência, por exemplo, jovens estão sendo preparados para ocupar vagas que deverão surgir com a expansão da indústria de celulose. É o caso de Geovana Santos Silva, de 19 anos, que cursa Técnico em Celulose e Papel no Senai.
A expansão da indústria também acompanha o crescimento da área destinada às florestas plantadas. Em 2025, Mato Grosso do Sul possuía aproximadamente 1,75 milhão de hectares de florestas plantadas, mais de cinco vezes o território registrado uma década antes.
A expectativa do governo estadual é de que os investimentos previstos para a cadeia da celulose possam ultrapassar R$ 70 bilhões até 2028.
O cenário reforça a necessidade de qualificação profissional para atender às novas demandas e ampliar a participação da mão de obra local nos grandes projetos que estão redesenhando a economia sul-mato-grossense.
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