Onda verde permite sequência de semáforos livres a 40 km/h em 18 vias de Campo Grande

Trânsito

Sistema busca reduzir paradas e melhorar a fluidez do trânsito, mas expansão na Capital foi considerada pequena nos últimos anos

Motoristas de Campo Grande podem encontrar uma sequência maior de semáforos abertos quando mantêm velocidade próxima de 40 km/h em determinados corredores da cidade. A chamada “onda verde” atualmente está presente em 18 vias ou trechos estratégicos da Capital.

Apesar dos benefícios apontados por motoristas, a expansão do sistema ocorreu de forma limitada nos últimos três anos. Segundo informações da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), eram 16 corredores sincronizados em 2023. Hoje, são 18.

Nesse período, quatro novos corredores passaram a integrar a relação: Avenida Bandeirantes, Rua Brilhante, Avenida Salgado Filho e Rua Joaquim Murtinho. Por outro lado, Avenida Fernando Corrêa da Costa e Rua Ceará deixaram de constar na lista.

Como funciona

A onda verde consiste na programação coordenada dos semáforos para que os veículos, ao trafegarem dentro de uma velocidade determinada, encontrem sucessivos sinais abertos.

A Agetran utiliza como referência uma velocidade média próxima dos 40 km/h, mas ressalta que o motorista deve respeitar sempre o limite estabelecido para cada via e as condições de circulação.

Entre os trechos que contam com sincronização estão a Avenida Bandeirantes, as ruas Brilhante, Bahia e Rui Barbosa, além de partes das avenidas Afonso Pena, Eduardo Elias Zahran, Júlio de Castilho e Salgado Filho.

Também há sincronização em trechos de vias como Mato Grosso, 13 de Maio, Pedro Celestino, José Antônio, 25 de Dezembro, Calógeras, 13 de Junho, Padre João Crippa e Joaquim Murtinho.

Impacto no trânsito

Quem trabalha diariamente no trânsito relata perceber diferença principalmente nos horários de maior movimento. A redução das paradas pode contribuir para diminuir congestionamentos e tornar os deslocamentos mais previsíveis.

Além da fluidez, especialistas apontam possíveis efeitos positivos sobre o consumo de combustível e as emissões de poluentes, já que um veículo submetido a menos paradas e arrancadas tende a gastar menos combustível.

A sincronização também pode favorecer o transporte coletivo, permitindo que ônibus cumpram os itinerários com maior regularidade.

De acordo com avaliação técnica do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), a ampliação do sistema deve ser precedida de estudos de engenharia de tráfego, considerando as características de cada corredor e o comportamento do fluxo nos diferentes horários.

A onda verde começou a ser implantada em Campo Grande em 2009 e, desde então, passou por diferentes etapas de expansão e ajustes.

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