Santa Casa reduz atendimentos e Prefeitura e Estado articulam R$ 4 milhões para compra de insumos

Governo

Hospital suspendeu novamente cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais e passou a priorizar casos de urgência e emergência

A rede pública de saúde de Campo Grande entrou novamente em regime de atenção após a Santa Casa comunicar a redução de atendimentos, incluindo a suspensão de cirurgias eletivas e serviços ambulatoriais.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) mobilizou uma força-tarefa e articulou, juntamente com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), um aporte emergencial de R$ 4 milhões para auxiliar o hospital na aquisição de insumos.

A medida foi definida durante reunião realizada nesta quinta-feira (3), com participação de representantes da Prefeitura, Governo do Estado e Santa Casa.

Urgência e emergência ganham prioridade

Segundo as informações apresentadas pela instituição, a redução dos serviços está relacionada a dificuldades na disponibilidade de insumos e composição das equipes médicas.

Com a restrição, o hospital passou a concentrar sua estrutura nos atendimentos de urgência e emergência.

A situação preocupa porque a Santa Casa desempenha papel estratégico na assistência hospitalar do Sistema Único de Saúde em Campo Grande e em outras regiões de Mato Grosso do Sul.

Recursos serão liberados após formalização

O valor de R$ 4 milhões será destinado à compra de materiais necessários ao funcionamento da unidade.

De acordo com a Sesau, a disponibilização ocorrerá nos próximos dias, após a formalização e assinatura do termo aditivo necessário para efetivar o repasse.

A estratégia, entretanto, não se limita à transferência financeira.

A Secretaria Municipal informou que também está avaliando alternativas para evitar que a redução dos serviços provoque impactos ainda maiores na população.

Crise exige reorganização da rede

O episódio expõe um dos principais desafios da gestão do SUS: manter a continuidade da assistência diante da pressão simultânea sobre financiamento, pessoal e abastecimento hospitalar.

Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o objetivo imediato é proteger os usuários do sistema, mas também reorganizar a rede e garantir sustentabilidade para o atendimento.

O aporte emergencial representa uma resposta de curto prazo. A questão estrutural, porém, permanece: garantir que hospitais estratégicos tenham condições financeiras, materiais e humanas para atender a demanda da população.

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