Estrutura será construída na região da Serra do Amolar, com investimento de R$ 13,6 milhões e previsão de entrega para fevereiro de 2027
Uma nova estrutura aeroportuária está sendo implantada em uma das regiões mais isoladas do Pantanal sul-mato-grossense com a proposta de reduzir o tempo de deslocamento em situações de emergência e ampliar a capacidade de combate aos incêndios florestais.
O aeródromo está sendo construído na região da Serra do Amolar, a aproximadamente 120 quilômetros de Corumbá por via fluvial, e recebe investimento estimado em R$ 13,6 milhões.
A previsão é que a pista esteja concluída em fevereiro de 2027, antes do período de maior risco de incêndios no Pantanal.
A estrutura terá aproximadamente mil metros de pista e será o primeiro aeródromo integralmente público da região.
Além de atender operações relacionadas à segurança pública, a expectativa é de utilização da pista em atendimentos médicos de emergência, transporte de equipes, deslocamento de brigadistas e operações de monitoramento ambiental.
Resposta mais rápida aos incêndios
A localização estratégica é considerada um dos principais fatores do empreendimento. Atualmente, determinados deslocamentos na região dependem de transporte fluvial, o que pode representar muitas horas de viagem.
Segundo informações apresentadas no projeto, o percurso entre Porto São Pedro e Corumbá pode levar aproximadamente 27 horas rio acima e 12 horas no sentido contrário.
Com a nova pista, aeronaves poderão chegar com maior rapidez a áreas atingidas por incêndios ou outras situações emergenciais.
O presidente do Comitê do Fogo, tenente-coronel Leonardo Rodrigues Congro, avalia que a redução do tempo de resposta pode ser determinante durante os primeiros momentos de um incêndio.
A estrutura também deverá permitir integração das operações de aeronaves estaduais e federais empregadas no monitoramento e combate ao fogo.
A obra integra uma estratégia mais ampla de expansão da infraestrutura e de integração das regiões pantaneiras. Entre 2023 e 2025, segundo os dados apresentados no material, aproximadamente R$ 478 milhões foram aplicados na implantação de mais de 500 quilômetros de rodovias com revestimento primário no Pantanal.
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