Plano de Riedel prevê expansão de energia limpa e manutenção da meta de carbono neutro em MS

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Proposta para 2027–2030 inclui biometano, hidrogênio de baixo carbono, armazenamento de energia e ampliação de redes elétricas

O plano de governo apresentado por Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, prevê a continuidade da agenda de transição energética do Estado entre 2027 e 2030.

Entre as propostas está a manutenção da meta de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030, além da ampliação de iniciativas relacionadas à geração de energia renovável e ao desenvolvimento de combustíveis de menor emissão.

O documento prevê investimentos e ações envolvendo biometano, hidrogênio de baixo carbono, combustíveis sustentáveis e sistemas de armazenamento de energia.

Uma das propostas é ampliar a estrutura de gasodutos da MS Gás para permitir a utilização de biometano e apoiar a redução das emissões no setor de transportes.

O plano também menciona estímulos à produção de biometano, hidrogênio de baixo carbono e combustíveis sustentáveis, além da expansão da geração de energia renovável e de projetos de eficiência energética.

Outra frente apresentada é a criação de parcerias para armazenamento de energia produzida por fontes renováveis por meio de baterias, os chamados sistemas BESS.

A proposta relaciona a ampliação da oferta de energia limpa à atração de novos investimentos para Mato Grosso do Sul, incluindo empreendimentos de tecnologia e data centers.

Na área rural, o plano prevê ampliar as redes elétricas trifásicas em assentamentos e pequenas propriedades, além de universalizar o programa Ilumina Pantanal para comunidades ribeirinhas.

A proposta também inclui medidas de adaptação às mudanças climáticas, com previsão de incorporar riscos climáticos ao planejamento de infraestrutura e desenvolvimento.

O documento cita ainda ações relacionadas à segurança hídrica e energética, preparação das cidades para eventos climáticos, pagamento por serviços ambientais, mercados de carbono e restauração ecológica.

A meta de neutralidade de carbono para 2030 foi estabelecida originalmente pelo programa estadual MS Carbono Neutro, formalizado em 2021 durante a gestão de Reinaldo Azambuja. O plano apresentado por Riedel mantém o objetivo para o fim da década.

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