A Prefeitura de Campo Grande se manifestou contra a possibilidade de os antigos sócios e gestores do Consórcio Guaicurus voltarem a ter acesso direto às contas da concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital.
A discussão ocorre dentro de um processo judicial que envolve a intervenção no sistema de transporte público. O Município e o autor de uma ação popular defendem a manutenção das restrições impostas aos empresários.
Segundo a argumentação apresentada no processo, a medida teria como objetivo evitar um eventual esvaziamento patrimonial da concessionária enquanto as questões relacionadas à gestão e à situação financeira do sistema são analisadas pela Justiça.
A defesa do autor da ação popular sustenta que recursos e bens vinculados à concessão teriam sido movimentados entre empresas relacionadas aos integrantes do grupo econômico responsável pelo Consórcio Guaicurus.
Entre os valores mencionados no processo está a cifra de R$ 52 milhões em subsídios públicos recebidos pelo sistema de transporte. A ação também cita uma transferência de aproximadamente R$ 32 milhões para a Viação Cidade dos Ipês, empresa ligada à família Constantino, além da venda de uma garagem do Consórcio Guaicurus, na Avenida Gury Marques, por R$ 14,4 milhões.
As informações fazem parte dos argumentos apresentados à Justiça e estão relacionadas a investigações e fiscalizações realizadas anteriormente sobre a concessionária.
O Consórcio Guaicurus, por sua vez, busca reverter as medidas que restringem o acesso dos antigos gestores às contas bancárias e questiona decisões adotadas no processo de intervenção.
A controvérsia permanece em análise judicial, e as alegações apresentadas pelas partes ainda dependem da apreciação da Justiça.
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