Campeão de votos da federação União/PP, Gerson Claro cresce quase 10 mil votos e se reelege com voto espalhado por todo o Estado

Campeão de votos da federação União/PP, Gerson Claro cresce quase 10 mil votos e se reelege com voto espalhado por todo o Estado

Política

Numa eleição marcada pelos caciques regionais, que concentraram votos nas próprias cidades, o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), fez o caminho inverso e cresceu em todo o Estado. Ele foi reeleito com 35.767 votos, 9.928 a mais do que em 2022, quando teve 25.839. O crescimento foi de 38%.

Gerson foi o candidato mais votado da federação União Brasil/PP para a Assembleia, à frente de Londres Machado (33.581) e Hélio Peluffo (31.435). Ele segue na frente mesmo se os 35.211 votos de Jamilson Name, hoje anulados sub judice, forem validados.

Com o resultado, Gerson subiu do 13º para o 11º lugar entre os mais votados de Mato Grosso do Sul e se elegeu direto pelo quociente partidário. Ele teve votos em todos os 79 municípios, aumentou a votação em 45 deles e terminou entre os três mais votados em 11 cidades.

Novos redutos e uma base que ficou mais forte

O salto mais impressionante foi em Nioaque. Em 2022, Gerson teve ali 66 votos e ficou em 22º lugar. Quatro anos depois, somou 1.072 votos, 16% dos votos nominais da cidade, e foi o deputado estadual mais votado do município.

O mesmo movimento se repetiu em outras cidades do interior:

  • Itaporã: de 409 para 1.761 votos, saltando do 4º para o 2º lugar.
  • Paranaíba: de 1.177 para 2.851 votos, do 5º para o 2º lugar.
  • Terenos: de 694 para 1.069 votos, chegando ao 1º lugar.
  • Bela Vista: de 132 para 673 votos, do 17º para o 4º lugar.
  • Anastácio: de 243 para 643 votos, do 11º para o 2º lugar.

A base histórica também cresceu. Em Sidrolândia, onde já tinha sido o mais votado em 2022, Gerson passou de 3.306 para 4.388 votos e chegou a 20,5% dos votos nominais. Em Campo Grande, foram 8.087 votos, 2.626 a mais que na eleição anterior.

Votos de Gerson Claro em 2022 e 2026 nos principais municípios

Houve recuo em algumas cidades, como Costa Rica, Selvíria e Juti, onde Gerson tinha sido o mais votado em 2022 e agora ficou entre o 2º e o 4º lugar. Mesmo assim, o saldo final foi positivo em quase 10 mil votos.

Contra a maré dos caciques regionais

O crescimento ganha peso quando comparado ao padrão desta eleição. Em várias cidades, um único candidato local ficou com fatia enorme dos votos para a Assembleia:

  • Caravina (PSDB) fez 71,6% em Bataguassu.
  • Odilon Ribeiro (PL) fez 56,3% em Aquidauana.
  • Ângelo Guerreiro (PSDB) fez 45,6% em Três Lagoas.
  • Hélio Peluffo (PP) fez 44,7% em Ponta Porã.

Esse fenômeno deixa pouco espaço para quem disputa voto fora da própria base. Mesmo assim, Gerson ampliou a votação sem depender de um reduto único.

A cidade que mais deu votos a ele, Campo Grande, respondeu por 23% do total. É um dos menores índices entre os eleitos. Para André Salineiro (PL), a capital representou 84% da votação. Para Ângelo Guerreiro, Três Lagoas respondeu por 72%, e para Hélio Peluffo, Ponta Porã deu 68%.

Parcela da votação de cada eleito que veio do seu maior reduto

O perfil de voto espalhado, com presença em todas as regiões, combina com o cargo que Gerson ocupa. Como presidente da Assembleia, ele mantém relação com prefeitos e lideranças de todo o Estado, e o resultado das urnas mostra que essa rede rendeu votos.

Fonte dos números: TSE, resultados oficiais de 4 de outubro de 2026 e dados abertos do TSE de 2022. Nas comparações entre 2022 e 2026, os percentuais de Gerson por município consideram os votos nominais válidos para deputado estadual. Foto da capa: reprodução/redes sociais.

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