Indústria frigorífica ampliou produção, empregos e participação internacional nas últimas duas décadas
A indústria de carnes de Mato Grosso do Sul atravessa um dos ciclos mais expressivos de sua história. Em duas décadas, o valor das exportações de carnes bovina, suína e de frango saltou de US$ 196,1 milhões para US$ 2,47 bilhões, crescimento de aproximadamente 1.157%.
O desempenho foi acompanhado pela expansão da produção e do mercado de trabalho. O número de trabalhadores formais na indústria frigorífica passou de 20.651, em 2006, para 40.656, praticamente dobrando no período.
Em 2025, a produção de carne bovina do Estado ultrapassou 1,06 milhão de toneladas, consolidando Mato Grosso do Sul entre os principais polos produtores do país.
A evolução ocorre mesmo diante de uma redução relativa do rebanho bovino, indicando que o crescimento do setor está relacionado também ao aumento da produtividade e à modernização das operações industriais.
Para especialistas do setor, o avanço não dependeu exclusivamente da abertura de novas plantas industriais. A ampliação da capacidade produtiva das unidades existentes, o ganho de escala e a melhoria dos processos contribuíram para elevar a competitividade da cadeia.
O mercado externo exerce papel central nesse desempenho. A China permanece como um dos principais destinos da produção sul-mato-grossense, enquanto frigoríficos instalados no Estado ampliaram sua inserção em diferentes mercados internacionais.
O crescimento, contudo, também expõe um desafio: a dificuldade de contratação de mão de obra. Mesmo com mais de 40 mil empregos formais, a indústria enfrenta obstáculos para preencher determinadas funções.
O cenário demonstra a transformação pela qual passou a cadeia da proteína animal em Mato Grosso do Sul. O Estado deixou de depender apenas da produção pecuária e passou a agregar cada vez mais valor por meio do processamento industrial e da inserção internacional.
O resultado é uma cadeia produtiva que movimenta empregos, logística, transporte, serviços e exportações, ampliando o peso econômico da indústria de alimentos na economia estadual.
Ponte ferroviária da Arauco chega a 70% e recebe vigas de 92 toneladas em Inocência
Estrutura integra logística do Projeto Sucuriú e representa uma das etapas de maior complexidade da implantação da megafábrica de celulose
As obras do Projeto Sucuriú, da Arauco, avançaram mais uma etapa em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. A construção da ponte ferroviária alcançou aproximadamente 70% de execução e entrou em uma fase marcada pela instalação de grandes estruturas de concreto.
Cada uma das vigas utilizadas na construção pesa cerca de 92 toneladas, tem aproximadamente 30 metros de comprimento e três metros de altura. O processo de instalação exige planejamento logístico e operacional rigoroso devido às dimensões dos componentes.
A ponte terá aproximadamente 270 metros de extensão e seis metros de largura, utilizando 132 estacas do tipo raiz, cerca de 9 mil metros cúbicos de concreto e aproximadamente 500 toneladas de aço.
A estrutura terá função estratégica dentro do sistema logístico planejado pela Arauco para o transporte da celulose produzida em Inocência.
O empreendimento prevê a construção de um ramal ferroviário próprio de aproximadamente 54 quilômetros, conectado à Malha Norte. A estrutura deverá permitir que a produção seja transportada por ferrovia em direção ao Porto de Santos.
O Projeto Sucuriú representa um dos maiores investimentos privados em andamento no Estado e prevê uma fábrica com capacidade para produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
O avanço da ponte, portanto, não representa apenas uma etapa de engenharia. A infraestrutura ferroviária será fundamental para integrar a futura unidade industrial ao sistema nacional de transporte e exportação.
A dimensão do empreendimento também tem produzido efeitos sobre a economia regional, com contratação de trabalhadores, demanda por serviços e ampliação da atividade comercial nos municípios próximos ao canteiro.
Com o avanço das obras, o projeto entra progressivamente em fases de maior complexidade técnica, aproximando-se das etapas de montagem e preparação para a futura operação industrial.
Projeto Sucuriú acelera transformação econômica de Inocência e coloca MS no centro da indústria de celulose
Megafábrica da Arauco reúne investimento de R$ 25 bilhões e deverá produzir 3,5 milhões de toneladas anuais
A construção da megafábrica de celulose da Arauco, em Inocência, já alcança cerca de 70% de avanço físico e começa a alterar de forma profunda a dinâmica econômica do município e da região leste de Mato Grosso do Sul.
Com investimento estimado em R$ 25 bilhões, o Projeto Sucuriú prevê capacidade de produção de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
O empreendimento também está associado a uma ampla estrutura logística. A Arauco constrói um ramal ferroviário de 54 quilômetros que deverá conectar a fábrica à Malha Norte e permitir o transporte da produção até o Porto de Santos.
A operação ferroviária foi dimensionada para um empreendimento de escala internacional, com previsão de utilização de locomotivas e centenas de vagões.
Além da estrutura industrial, a obra movimenta uma extensa cadeia de fornecedores, trabalhadores, transportadores, restaurantes, hotéis, comércio e prestadores de serviços.
O impacto já é percebido na rotina de Inocência, município que historicamente possuía população reduzida e passou a receber trabalhadores de diferentes regiões atraídos pelas oportunidades abertas pelo empreendimento.
A transformação econômica também ocorre em municípios próximos, que passaram a receber investimentos e novos negócios impulsionados pela cadeia de celulose.
A experiência de Inocência acompanha uma tendência mais ampla observada em Mato Grosso do Sul, onde grandes investimentos em celulose vêm modificando o perfil econômico de determinadas regiões.
A implantação do Projeto Sucuriú coloca o Estado diante de um novo ciclo de desenvolvimento industrial, com potencial para ampliar empregos, arrecadação, logística e exportações.
O desafio, daqui em diante, será transformar o crescimento provocado pelo empreendimento em desenvolvimento regional permanente, com qualificação profissional, infraestrutura urbana e capacidade de atendimento à população que chega ao município.
Correios entram em greve por tempo indeterminado e entregas podem sofrer atrasos em Mato Grosso do Sul
Paralisação foi aprovada após trabalhadores rejeitarem proposta apresentada pela empresa; plano de saúde está entre os principais pontos de impasse
Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em praticamente todo o país após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial de 2026.
A paralisação começou às 22h de quinta-feira (10) e também alcança a base sindical de Mato Grosso do Sul.
A mobilização ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem que empregados e empresa chegassem a um acordo.
Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos trabalhadores. A categoria questiona mudanças no modelo de custeio e teme impactos sobre empregados, aposentados e dependentes.
A greve pode provocar reflexos na rotina dos consumidores, especialmente em relação ao prazo de entrega de encomendas, correspondências e objetos postais.
Ainda não é possível determinar antecipadamente a dimensão dos atrasos em Mato Grosso do Sul, uma vez que a operação pode variar conforme a adesão dos trabalhadores e a capacidade dos Correios de manter serviços essenciais.
A entidade sindical que representa a categoria afirma que a paralisação busca pressionar a empresa a retomar as negociações e apresentar uma proposta considerada aceitável pelos empregados.
Os Correios, por sua vez, deverão manter os serviços definidos como essenciais e adotar medidas para reduzir os impactos da paralisação.
Para consumidores e empresas que dependem de serviços postais, a orientação é acompanhar o rastreamento das encomendas e considerar possíveis alterações nos prazos durante o período de mobilização.
A duração da greve dependerá da evolução das negociações entre trabalhadores e empresa.
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