Mais de 200 mulheres participam de encontro sobre protagonismo feminino na política em Campo Grande

Governo Política

Reunião debateu participação nas eleições de 2026, ocupação dos espaços de decisão e importância da mobilização feminina em Mato Grosso do Sul

A participação das mulheres na política e o papel feminino nas decisões que definem os rumos de Mato Grosso do Sul foram o centro de um encontro realizado em Campo Grande, que reuniu mais de 200 participantes entre lideranças comunitárias, profissionais de diferentes áreas e representantes de segmentos da sociedade.

O encontro foi organizado por Kátia Claro, esposa do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, e contou com a presença da primeira-dama do Estado, Mônica Riedel. A proximidade das eleições de 2026 deu ao debate um componente adicional: a necessidade de ampliar a participação das mulheres não apenas como eleitoras, mas também como agentes ativas do processo político.

Durante a reunião, as participantes compartilharam experiências e discutiram os desafios enfrentados pelas mulheres que ingressam ou acompanham de perto a vida pública. A avaliação predominante foi de que a presença feminina precisa ultrapassar os períodos eleitorais e alcançar os espaços onde são formuladas políticas públicas e tomadas decisões.

Participação política como instrumento de transformação

Ao conduzir o encontro, Kátia Claro destacou a expressiva adesão das participantes e avaliou que o interesse demonstrado pelas mulheres revela uma disposição crescente para compreender o funcionamento da política e acompanhar mais de perto as decisões dos agentes públicos.

Segundo ela, a política interfere diretamente na vida cotidiana da população e, por isso, não deveria permanecer distante das mulheres.

A primeira-dama Mônica Riedel também ressaltou o número de participantes e a disposição demonstrada durante a reunião. Para ela, a mobilização feminina pode contribuir para ampliar a discussão sobre propostas, projetos e candidatos antes das eleições.

Mônica também apresentou uma avaliação sobre as ações desenvolvidas pelo governador Eduardo Riedel e pelo deputado Gerson Claro durante seus respectivos mandatos, defendendo que as participantes atuem como multiplicadoras das informações e propostas que considerarem relevantes.

Mulheres querem participar das decisões

O encontro também reuniu mulheres com atuação em áreas distintas da sociedade. Entre elas esteve a advogada Flávia Caloni Gomes, vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Campo Grande (AMA-CG).

Para Flávia, iniciativas dessa natureza ajudam a aproximar mulheres que normalmente não estão inseridas diretamente no ambiente político das discussões sobre o futuro da cidade e do Estado.

A avaliação é particularmente relevante diante de um cenário em que a participação feminina nos espaços de poder ainda permanece abaixo da representatividade das mulheres na sociedade.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, apenas três mulheres ocupavam cadeiras na Assembleia Legislativa em 2026, em uma bancada de 24 parlamentares. O cenário evidencia a distância entre a participação feminina na população e sua presença efetiva nos espaços institucionais de decisão.

Saúde, educação e infraestrutura entram na pauta

A discussão sobre participação política também foi associada a temas concretos que fazem parte da rotina das famílias.

Lideranças comunitárias presentes ao encontro apontaram saúde, educação e infraestrutura entre as áreas que mais despertam preocupação entre as mulheres e que devem ocupar espaço no debate eleitoral.

A servidora pública e liderança comunitária Monica Fardim da Silva avaliou que as mulheres chegam ao processo eleitoral de 2026 mais atentas às propostas e dispostas a cobrar resultados dos candidatos.

A mudança de comportamento passa pela busca de informações, pelo acompanhamento dos mandatos e pela disposição de participar das decisões.

Protagonismo feminino ganha espaço no cenário eleitoral

A reunião ocorre em um momento em que a participação feminina volta a ocupar posição estratégica no debate político de Mato Grosso do Sul.

Além de representar parcela majoritária do eleitorado, as mulheres exercem influência decisiva na definição dos resultados eleitorais. O desafio, porém, é transformar esse peso eleitoral em maior presença nos espaços de representação política.

O encontro promovido em Campo Grande sinaliza justamente essa mudança de perspectiva: a mulher deixa de ser vista apenas como eleitora e passa a ocupar também o papel de articuladora, formadora de opinião, liderança comunitária e participante ativa das discussões públicas.

Para as participantes, a ampliação dessa presença depende de informação, organização e disposição para acompanhar a política para além do período de campanha.

À medida que 2026 se aproxima, a mobilização feminina tende a ganhar ainda mais relevância no cenário eleitoral sul-mato-grossense. Mais do que definir votos, a participação das mulheres poderá influenciar quais temas estarão no centro da agenda pública e quais projetos conquistarão espaço no próximo ciclo político.

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