A Prefeitura de Campo Grande reuniu secretarias municipais, órgãos públicos e instituições responsáveis por serviços essenciais para reforçar as ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.
A reunião ocorreu nesta segunda-feira (14), dentro das atividades do Gabinete de Situação e do Comitê de Mudança Climática (COMEC), e teve entre os temas centrais a preparação da Capital para possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño.
A proposta é melhorar a capacidade de antecipação do Município diante de situações como chuvas intensas, vendavais, temperaturas elevadas e outros eventos capazes de provocar danos à infraestrutura e à população.
Integração de informações
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de integrar dados produzidos pelos diferentes órgãos.
A Agetran, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e outros setores utilizam sistemas próprios para registrar ocorrências. A Prefeitura pretende cruzar essas informações para identificar os locais mais críticos e definir prioridades de atendimento.
A ideia é evitar retrabalho e direcionar equipes para situações consideradas mais graves.
Árvores entram no planejamento
A arborização urbana também ganhou destaque durante a reunião.
Segundo a Prefeitura, a plataforma Arbolim permite o monitoramento de aproximadamente 10 mil árvores em Campo Grande. Os exemplares são classificados conforme o nível de criticidade.
A administração pretende cruzar esses dados com informações da concessionária de energia para identificar locais onde intervenções preventivas, como podas, possam reduzir o risco de quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
A iniciativa ganhou relevância depois dos impactos provocados pelos temporais recentes na Capital.
Grupo permanente
Como encaminhamento, foi definida a manutenção de um grupo de trabalho integrado para reunir indicadores, acompanhar riscos e atualizar protocolos de atuação.
A Prefeitura também destacou que os efeitos de eventos climáticos atingem de maneira diferente as regiões e os grupos sociais, exigindo atenção especial às áreas e comunidades mais vulneráveis.
A intenção é transformar as experiências acumuladas durante as ocorrências recentes em medidas permanentes de prevenção, ampliando a capacidade de resposta da cidade diante de novos episódios extremos.
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