Governador reeleito diz que pretende participar ativamente da campanha presidencial no segundo turno
Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende atuar diretamente na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Em entrevista à TV Morena, Riedel afirmou que deve se reunir ainda nesta semana com o candidato e integrantes da equipe de campanha para discutir as estratégias de mobilização em Mato Grosso do Sul.
Segundo o governador, os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Renan Contar, ambos do PL, também deverão participar da mobilização em favor da candidatura.
“Nós vamos estar ativos”, afirmou Riedel ao falar sobre a intenção de ampliar a participação de Mato Grosso do Sul na campanha presidencial.
Reunião deve acontecer nesta semana
Questionado sobre um possível encontro com Flávio Bolsonaro, o governador confirmou que a reunião deve ocorrer nos próximos dias, mas não informou data, local ou detalhes da agenda.
Riedel também defendeu uma mudança na condução do governo federal. Na avaliação do governador, o país precisa discutir novos caminhos para enfrentar problemas que permanecem sem solução.
A manifestação ocorre um dia depois da eleição estadual, na qual Riedel foi reeleito com 67,35% dos votos válidos. Fábio Trad (PT) ficou em segundo lugar, com 23,09%.
Próximo governo
Durante a entrevista, Riedel também falou sobre a formação da equipe que comandará o Estado a partir de janeiro de 2027.
O governador afirmou que a escolha dos futuros integrantes do Executivo não será baseada exclusivamente em critérios partidários. Segundo ele, serão considerados principalmente o compromisso com as propostas apresentadas durante a campanha e a capacidade de execução.
Riedel não descartou a possibilidade de convidar para o novo governo aliados que participaram da eleição, mas não conquistaram cargos eletivos.
Infraestrutura será prioridade
Entre os desafios para o segundo mandato, o governador citou a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura rodoviária.
Riedel afirmou que a reorganização das finanças estaduais deverá considerar a necessidade de preservar recursos para obras, diante de mudanças na arrecadação do ICMS e das incertezas relacionadas à reforma tributária.
O governador também mencionou projetos relacionados à malha ferroviária e à navegação no Rio Paraguai, áreas que dependem de medidas envolvendo o governo federal.
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