Conjunto de medidas e projetos anunciados nesta semana revela Estado em transformação, mas também expõe desafios de gestão
Mato Grosso do Sul atravessa uma semana marcada por anúncios que, embora pertencentes a áreas distintas, revelam uma mesma questão: como sustentar o crescimento econômico e populacional sem permitir que a infraestrutura pública fique para trás.
Na infraestrutura, o Governo do Estado projeta novas intervenções em rodovias como a MS-135 e MS-306, enquanto avança uma licitação de quase R$ 18 milhões para o Morenão.
Na segurança pública, mais de R$ 3,4 milhões serão direcionados à aquisição de equipamentos de perícia científica.
Na conservação rodoviária, contratos de R$ 4,3 milhões serão mantidos para garantir a funcionalidade de pontes de madeira em estradas não pavimentadas.
Na saúde, Campo Grande precisou mobilizar Prefeitura e Estado diante da redução de atendimentos da Santa Casa, com previsão de R$ 4 milhões em recursos emergenciais.
E, no campo social, mais de 170 mil pessoas poderão ser alcançadas pela ampliação da Tarifa Social de água e esgoto.
O desafio da expansão
O denominador comum entre essas medidas é a necessidade de transformar crescimento em capacidade de atendimento.
Mais atividade econômica significa mais circulação de cargas.
Mais circulação exige rodovias melhores.
Mais população exige serviços de saúde, saneamento e segurança mais robustos.
Mais investimentos exigem ambiente regulatório capaz de combinar segurança jurídica e eficiência.
É nesse contexto que também ganham espaço as PPPs e as discussões sobre concessões.
Terras raras ampliam dimensão estratégica
Ao mesmo tempo, o Senado aprovou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, estabelecendo uma nova perspectiva para a exploração mineral brasileira.
O Brasil pretende deixar de ocupar apenas uma posição de fornecedor de minério para avançar na cadeia de beneficiamento, industrialização e tecnologia.
A presença de Tereza Cristina na discussão reforça a participação de Mato Grosso do Sul em uma agenda nacional que ultrapassa o agronegócio e alcança mineração, indústria, energia e geopolítica.
Política também entra no cenário
Paralelamente, o processo eleitoral começa a ganhar contornos mais definidos.
A pesquisa AtlasIntel coloca Eduardo Riedel em primeiro lugar no cenário estimulado de primeiro turno, com 49%, enquanto Fábio Trad aparece com 26%.
O cenário, evidentemente, ainda está sujeito às mudanças naturais de uma campanha eleitoral.
Mas o conjunto de obras, investimentos, decisões administrativas e projetos legislativos mostra que infraestrutura, saúde, segurança, saneamento e capacidade de investimento estarão inevitavelmente entre os principais temas da agenda política de Mato Grosso do Sul.
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