PMA inicia vistoria após novos registros de gado debilitado no Pantanal

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Equipe ambiental terá até dois dias para alcançar propriedades às margens do Rio Taquari e verificar condições do rebanho

A Polícia Militar Ambiental (PMA) iniciou nesta terça-feira (8) uma operação de fiscalização na região do Rio Taquari, no Pantanal, após novas denúncias envolvendo bovinos aparentemente debilitados e circulando às margens do curso d’água.

A equipe foi mobilizada depois da divulgação de imagens que mostram animais em condições físicas preocupantes. Devido ao isolamento da região e às dificuldades de deslocamento, os policiais podem levar até dois dias para chegar às propriedades indicadas.

O objetivo da vistoria é verificar diretamente as condições em que o gado está sendo mantido.

Os agentes deverão analisar a existência e a qualidade das pastagens, a disponibilidade de água, sal e outros nutrientes, além de verificar se os animais estão efetivamente sob os cuidados dos proprietários ou se chegaram à região após escapar de outras áreas.

A PMA ressalta que a simples aparência de magreza registrada em imagens não é suficiente, isoladamente, para caracterizar uma situação de maus-tratos. A conclusão dependerá da fiscalização presencial e da análise das condições encontradas nas propriedades.

A preocupação ganhou dimensão adicional porque os novos registros ocorreram em uma região próxima à área onde uma grande mortandade de bovinos foi registrada em 2024.

Naquele episódio, 268 animais foram encontrados mortos e outros 716 foram identificados em situação de desnutrição e maus-tratos na Fazenda Alvorada, em Rio Verde de Mato Grosso. Segundo a fiscalização realizada na época, havia problemas relacionados à disponibilidade de água, pastagem e alimentação.

O episódio anterior passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que instaurou inquérito civil para apurar as responsabilidades e buscar medidas destinadas a interromper o sofrimento dos animais.

A PMA agora deverá verificar se os bovinos registrados nas novas imagens pertencem à mesma propriedade ou ao mesmo responsável pelo rebanho fiscalizado anteriormente.

A identificação dessa relação será fundamental para determinar se os episódios possuem alguma conexão ou se tratam de situações distintas.

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