Pedido de CPI para investigar tapa-buracos mobiliza vereadores de Campo Grande

Governo

Editoria: Política / Campo Grande

Proposta recebeu assinaturas de parlamentares e levou à suspensão temporária de uma sessão para discussão interna; secretário municipal de Infraestrutura foi convocado a prestar esclarecimentos.

A operação tapa-buracos em Campo Grande passou a ser alvo de uma iniciativa de fiscalização na Câmara Municipal, onde vereadores articularam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços realizados nas ruas da Capital.

Na quinta-feira, 15 de outubro, o pedido reunia nove assinaturas, segundo a atualização publicada pelo Midiamax naquele momento. A sessão ordinária foi suspensa temporariamente para uma reunião a portas fechadas sobre a possibilidade de abertura da comissão.

Pelas regras relatadas pela Câmara, era necessário o apoio de pelo menos dez parlamentares para que o requerimento fosse encaminhado à Procuradoria da Casa, responsável por avaliar os aspectos formais da proposta e emitir manifestação sobre a abertura.

O pedido de CPI representa uma iniciativa parlamentar de investigação. Sua apresentação ou eventual instauração não significa, por si só, que irregularidades tenham sido comprovadas.

Mais de 9 mil indicações sobre tapa-buracos

Um dos dados que ajudam a dimensionar a pressão sobre a administração municipal é o volume de solicitações relacionadas à manutenção viária. No primeiro semestre de 2026, vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações referentes a serviços de tapa-buracos, conforme as informações divulgadas pela reportagem de origem.

O número evidencia a recorrência do tema na atividade legislativa e a demanda por reparos em diferentes regiões da cidade. Para avaliar a eficiência do serviço, entretanto, é necessário examinar também a quantidade de intervenções efetivamente executadas, a qualidade do material utilizado, a durabilidade dos reparos e os critérios de priorização dos bairros.

A discussão sobre a abertura da CPI ocorreu em paralelo à aprovação de um requerimento para convocar o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, a prestar informações sobre a operação tapa-buracos em sessão prevista para 20 de outubro.

Fiscalização e transparência

Uma eventual comissão parlamentar poderá aprofundar questões relacionadas ao planejamento dos serviços, à contratação de empresas, à execução orçamentária e à fiscalização dos contratos, conforme o objeto que vier a ser formalmente definido.

O acompanhamento da aplicação dos recursos públicos exige documentos, medições, contratos, ordens de serviço e informações que permitam confrontar o que foi contratado com o que efetivamente foi entregue.

A discussão também reforça a importância de respostas públicas sobre a manutenção das vias, especialmente em períodos de chuva, quando a deterioração do pavimento pode se agravar e aumentar os riscos para motoristas, motociclistas e ciclistas.

A apuração deverá respeitar as etapas regimentais e garantir que os órgãos e agentes eventualmente questionados tenham oportunidade de apresentar esclarecimentos. O avanço do pedido dependerá dos procedimentos internos da Câmara Municipal.

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