Preparado e atento: governo de MS convoca instituições para proteger população de El Niño

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Mato Grosso do Sul se prepara para debater estratégias de prevenção aos efeitos dos eventos climáticos extremos. A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (AGEMS) organiza, para o próximo dia 4 de agosto, a Sala de Guerra, um espaço dedicado ao alinhamento de políticas e respostas integradas entre órgãos públicos e instituições responsáveis pelos serviços essenciais do Estado.

O encontro ocorrerá às 8h, no Slaviero Prime Hotel, em Campo Grande, e contará com a participação de especialistas e representantes de diversos setores que podem ser impactados por alterações no regime de chuvas, períodos intensos de calor, estiagens prolongadas e tempestades severas.

Por que o debate é urgente

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, tem potencial para alterar os padrões climáticos globais. Em Mato Grosso do Sul, seus efeitos podem afetar diretamente a agricultura, a disponibilidade de água, a infraestrutura, o setor elétrico e a saúde pública.

Para o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, a integração institucional é fundamental: “A Sala de Guerra é um espaço de planejamento e troca de informações. Quando falamos de eventos climáticos, estamos tratando de situações que podem afetar diretamente a rotina da população. Por isso, é fundamental reunir os parceiros, ouvir especialistas e trabalhar de forma preventiva. Quanto mais preparados estivermos e mais integradas estiverem as instituições, maior será a nossa capacidade de resposta diante de qualquer cenário”.

Especialista em meteorologia

A meteorologista Ana Paula Paes, com formação pela Universidade Federal do Pará e pós-doutorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ministrará a palestra “El Niño 2026–2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul?” Durante sua apresentação, ela alertará para os riscos: “O El Niño pode provocar alterações significativas no regime de chuvas, períodos de calor, estiagens e tempestades severas, com impactos na agricultura, nos recursos hídricos, na saúde, na infraestrutura e no setor elétrico. Por isso, debater o fenômeno é fundamental para antecipar cenários, fortalecer o planejamento e transformar o conhecimento científico em ações de prevenção, reduzindo vulnerabilidades e os impactos de eventos climáticos extremos”.

A Ouvidora da AGEMS, Cristiane Leite, reforça o compromisso da agência: “A AGEMS atua na regulação dos serviços públicos essenciais e está sempre aberta ao diálogo com a população, instituições e demais entidades envolvidas nesse processo. A reunião está sendo preparada com foco na integração entre os participantes e na construção de resultados que contribuam para a qualidade dos serviços prestados à sociedade”.

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