Plano também contempla nascente do Córrego Lajeado, área estratégica para o abastecimento de água da Capital
Campo Grande prepara novas ações de recuperação ambiental na Lagoa Itatiaia e na nascente do Córrego Lajeado. A iniciativa prevê a retirada de espécies vegetais invasoras, o plantio de mudas nativas e o acompanhamento das áreas recuperadas, com o objetivo de contribuir para a preservação dos ecossistemas urbanos e da biodiversidade local.
As medidas são coordenadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e integram uma estratégia de recuperação de áreas ambientalmente relevantes para a cidade. O trabalho deverá incluir manutenção periódica e monitoramento, etapas importantes para avaliar o desenvolvimento da vegetação e reduzir o risco de que espécies invasoras voltem a ocupar os espaços recuperados.
Lagoa Itatiaia tem importância ecológica e paisagística
Com aproximadamente 6,02 hectares, a Lagoa Itatiaia é um dos espaços naturais conhecidos de Campo Grande. Alimentada pela água da chuva, ela integra a Bacia do Bandeira e funciona como ambiente de interesse para a fauna, incluindo aves que utilizam a região durante seus deslocamentos migratórios.
A substituição de plantas invasoras por espécies nativas busca favorecer a vegetação adaptada às condições locais e contribuir para o equilíbrio ecológico. A efetividade da recuperação, entretanto, depende da escolha adequada das espécies, da manutenção das mudas e do acompanhamento dos resultados ao longo do tempo.
As intervenções previstas para a lagoa abrangem o polígono formado pelas ruas Bráulio de Souza, Antônio Marquês, Heitor Laburu e Jorge Luís Anchieta.
Proteção do Lajeado tem reflexos no abastecimento
Outra frente do trabalho envolve a nascente do Córrego Lajeado, localizada na região do bairro Maria Aparecida Pedrossian. O curso d’água tem importância para o sistema de abastecimento da Capital: responde por aproximadamente 14% da água captada para abastecimento urbano, conforme informações divulgadas sobre a área.
A proteção de nascentes e margens de cursos d’água ajuda a conservar os recursos hídricos, reduzir processos erosivos e preservar habitats. Em áreas urbanas e rurais submetidas à expansão imobiliária, o desafio é compatibilizar a ocupação do território com a manutenção das funções ambientais.
A Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado abrange aproximadamente 5.231 hectares e reúne espaços com características urbanas e rurais. Em decisão judicial anterior, foram determinadas medidas relacionadas à execução de programas ambientais, à delimitação geográfica da unidade de conservação e à divulgação de relatórios de acompanhamento.
Recuperação exige continuidade
A restauração ambiental não se encerra com o plantio. A sobrevivência das mudas, o controle das espécies invasoras, a qualidade da água e a recuperação da vegetação precisam ser acompanhados para que os investimentos produzam resultados duradouros.
A iniciativa coloca em evidência uma questão central para Campo Grande: a preservação dos espaços naturais urbanos depende tanto de intervenções públicas quanto de planejamento territorial, fiscalização e participação da comunidade.
Fonte de apuração: Campo Grande News, publicação de 12 de outubro de 2026. Informações sobre cronograma, orçamento e metas quantitativas devem ser confirmadas com a Prefeitura antes da publicação.
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