Programa estadual premiado nacionalmente registrou queda de 40,72% no indicador em dois anos, enquanto o governo combina transferência de renda, assistência e iniciativas de autonomia financeira.
Mato Grosso do Sul chega aos 49 anos de criação com resultados na área social que passaram a integrar a agenda de desenvolvimento do Estado. Em meio ao desempenho econômico destacado nacionalmente, o enfrentamento à extrema pobreza e à insegurança alimentar ganhou espaço como uma das frentes da política pública estadual.
A iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás” recebeu o prêmio Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), conforme informações divulgadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul. O reconhecimento destaca a estratégia de articulação de programas voltados à população em situação de vulnerabilidade.
De acordo com os dados apresentados pelo governo, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza recuou de 2,7% para 1,6% em dois anos, uma redução de 40,72%. O índice coloca o Estado entre os que apresentam os menores percentuais do país, ocupando a terceira posição nacional, segundo a divulgação oficial.
Políticas sociais combinam assistência e autonomia
A estratégia reúne iniciativas com diferentes objetivos. O Mais Social é direcionado à proteção de famílias em situação de vulnerabilidade, enquanto o Energia Social busca contribuir para o acesso à energia elétrica. Já o Cuidar de Quem Cuida contempla pessoas que exercem atividades de cuidado, e o MS Supera oferece apoio à permanência de estudantes em cursos de formação.
A integração dessas ações procura atender necessidades imediatas sem perder de vista a inclusão social e a ampliação das oportunidades. A proposta é associar a proteção de renda e o atendimento básico a medidas que favoreçam a continuidade dos estudos, a qualificação e a conquista de maior independência pelas famílias.
O resultado, porém, deve ser analisado considerando a diferença entre a redução de um indicador estatístico e a superação permanente da pobreza. A continuidade dos avanços depende de fatores como geração de empregos, renda, acesso a serviços públicos, segurança alimentar e capacidade de atendimento às famílias mais vulneráveis.
Desafio é sustentar os resultados
Aos 49 anos, Mato Grosso do Sul enfrenta o desafio de conciliar o crescimento econômico com a distribuição de oportunidades. O desempenho dos indicadores sociais representa um sinal positivo, mas a manutenção dessa trajetória exige acompanhamento contínuo dos resultados e avaliação da efetividade dos programas.
Mais do que reduzir percentuais, o objetivo das políticas de combate à pobreza é assegurar condições para que a população tenha acesso à alimentação, à educação, à renda e a serviços essenciais, ampliando as possibilidades de inclusão e mobilidade social.
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