Cooperativismo é apontado como vetor estratégico para ampliar renda e desenvolvimento em Mato Grosso do Sul

Economia Educação Governo Política

Compromisso firmado por Gerson Claro com o setor reforça defesa de políticas voltadas à agregação de valor, geração de empregos e fortalecimento das economias regionais

O cooperativismo começa a ocupar espaço cada vez mais estratégico na agenda de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. A avaliação ganhou novo capítulo nesta semana, com a assinatura de um Termo de Compromisso com o Cooperativismo pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro.

O documento, apresentado pelo Sistema OCB/MS, reúne propostas e prioridades destinadas ao fortalecimento do setor e à ampliação de sua participação na formulação de políticas públicas. O ato contou com a presença do presidente da organização, Celso Régis.

Mais do que uma manifestação de apoio institucional, o compromisso sinaliza uma tentativa de aproximar o Parlamento estadual de um segmento que possui presença significativa em diferentes cadeias produtivas e regiões do Estado.

Cooperativas como instrumento de desenvolvimento regional

O diferencial do modelo cooperativista, na avaliação apresentada durante o encontro, está na capacidade de combinar atividade econômica e participação coletiva.

Em vez de concentrar os resultados exclusivamente em determinados agentes econômicos, as cooperativas estruturam sua atuação a partir da participação dos próprios associados, criando mecanismos capazes de movimentar renda e fortalecer as comunidades onde estão inseridas.

Esse aspecto ganha relevância em Mato Grosso do Sul, cuja economia passa por um processo de expansão e diversificação, impulsionado pelo agronegócio, pela indústria, pela logística e pela chegada de novos investimentos.

Para Gerson Claro, o fortalecimento do cooperativismo deve ser compreendido dentro de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento, especialmente pela capacidade do setor de aproximar produção, empreendedorismo e economia local.

Da produção à industrialização

Um dos pontos considerados estratégicos nessa agenda é a chamada verticalização da produção.

Mato Grosso do Sul possui forte capacidade de produção de commodities e matérias-primas, mas o desafio econômico está justamente em ampliar a transformação desses produtos dentro do próprio território estadual.

A lógica é direta: quanto maior o processamento realizado no Estado, maior tende a ser a capacidade de geração de empregos qualificados, arrecadação, investimentos e circulação de recursos nos municípios produtores.

Nesse cenário, as cooperativas podem desempenhar papel relevante por já estarem inseridas nas cadeias produtivas e manterem relação direta com produtores, trabalhadores e comunidades.

A agroindustrialização, portanto, aparece como uma das principais ferramentas para transformar crescimento econômico em desenvolvimento regional de maior alcance.

Parlamento como ponte entre setor produtivo e poder público

O compromisso firmado também evidencia uma dimensão institucional. Ao aproximar a Assembleia Legislativa das entidades representativas do cooperativismo, abre-se espaço para uma agenda de diálogo sobre legislação, ambiente de negócios, investimentos e políticas públicas.

A intenção é criar condições para que o setor tenha previsibilidade e segurança para ampliar suas atividades, ao mesmo tempo em que o poder público possa compreender com maior precisão os obstáculos enfrentados pelas cooperativas.

Esse diálogo ganha importância em um momento no qual Mato Grosso do Sul procura consolidar uma nova etapa de crescimento econômico.

A estratégia defendida por Gerson Claro está alinhada à ideia de que desenvolvimento não deve ser medido apenas pelo volume de investimentos anunciados, mas também pela capacidade de transformar esses recursos em empregos, renda, infraestrutura e oportunidades distribuídas pelo território estadual.

Crescimento com impacto direto nos municípios

O fortalecimento das cooperativas também possui uma dimensão territorial.

Como essas organizações estão presentes em diferentes municípios e segmentos econômicos, sua expansão pode produzir efeitos que ultrapassam os limites das grandes cidades e alcançam comunidades onde a atividade econômica depende diretamente da produção local.

Essa característica faz do cooperativismo uma ferramenta potencial de descentralização econômica.

Ao estimular produtores, ampliar mercados, agregar valor à produção e criar novas oportunidades de trabalho, o setor pode contribuir para reduzir a distância entre crescimento macroeconômico e desenvolvimento efetivamente percebido pela população.

A agenda defendida pelo presidente da ALEMS, portanto, coloca o cooperativismo não apenas como um segmento empresarial, mas como um dos instrumentos capazes de conectar produção, investimento, geração de renda e desenvolvimento regional.

Para Mato Grosso do Sul, que atravessa um período de expansão econômica e busca ampliar sua capacidade industrial e logística, a consolidação dessa parceria entre setor produtivo e poder público pode representar um componente relevante da estratégia de crescimento para os próximos anos.

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *