Heitor Freire foi indicado para presidir hospital e afirma que instituição precisa concentrar esforços na reorganização
A nova direção da Santa Casa de Campo Grande se manifestou sobre a Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar suspeitas de fraudes e desvios envolvendo contratos da instituição.
Indicado para assumir a presidência do hospital, Heitor Freire classificou o momento como de “perplexidade” e afirmou que a instituição precisa concentrar esforços na superação da crise.
Com 33 anos de vínculo com a Santa Casa, Freire afirmou ter recebido com surpresa a operação que levou à prisão da então presidente da instituição, Alir Terra Lima.
O novo superintendente hospitalar, Luiz Alberto Hiroki Kanamura, adotou uma posição de distanciamento em relação às investigações. Segundo ele, o acompanhamento do caso não está entre suas atribuições e as informações que possui são aquelas divulgadas publicamente.
Estado sinaliza reaproximação
O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, afirmou que a mudança na direção pode abrir espaço para uma reaproximação entre a Santa Casa e o poder público.
Segundo o secretário, o Estado não pretende intervir na administração do hospital, mas espera reconstruir o diálogo institucional e retomar negociações.
Operação Antidotum
Deflagrada em 11 de setembro, a Operação Antidotum cumpriu mandados contra integrantes e ex-integrantes da direção da Santa Casa, além de um empresário.
Segundo o MPMS, as investigações apuram possíveis irregularidades em contratos da instituição. Um dos casos envolve um acordo para digitalização de prontuários, com previsão de R$ 5,4 milhões durante três anos.
O Ministério Público também investiga contratos relacionados à Santa Casa Saúde e aponta possível prejuízo de milhões de reais.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal dos investigados.
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