Projeto do TJMS usa teatro e literatura para abordar violência doméstica com crianças

Direito Educação

Iniciativa começou em Campo Grande e também será desenvolvida em Ponta Porã, alcançando mais de 300 estudantes do 5º ano

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) iniciou nesta semana uma nova etapa do projeto “Clarisse me disse”, iniciativa voltada à prevenção da violência doméstica por meio da literatura, do teatro e de atividades pedagógicas.

A primeira apresentação ocorreu na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, em Campo Grande, onde 96 alunos de três turmas do 5º ano participaram da atividade. A encenação foi realizada pelo Teatral Grupo de Risco e teve como referência o livro “Clarisse me disse”, escrito pela juíza Caroline Costa de Camargo, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Antes da apresentação teatral, os professores das escolas participantes receberam formação e orientações para trabalhar o tema em sala de aula. Os estudantes desenvolveram desenhos, pinturas e outras atividades artísticas relacionadas à prevenção da violência e à construção de relações baseadas no respeito.

A proposta é apresentar um assunto delicado de maneira compatível com a faixa etária das crianças, criando espaço para reflexão e identificação de situações de violência.

Segundo o TJMS, durante as atividades realizadas na escola foram identificados relatos de crianças que reconheceram situações de violência no ambiente familiar. A partir desses casos, estão previstos atendimentos individualizados e encaminhamentos conforme a necessidade de cada estudante.

Coordenado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMS, o projeto foi lançado em 31 de agosto e deverá alcançar mais de 300 alunos de escolas municipais de Campo Grande e Ponta Porã.

Na Capital, além da escola que recebeu a primeira apresentação, a programação contempla as unidades Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, Kamé Adania, Professora Iracema Maria Vicente e Professora Hilda de Souza Ferreira.

Em Ponta Porã, a iniciativa também prevê a tradução da obra para o guarani-kaiowá, ampliando o acesso ao conteúdo entre estudantes indígenas.

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