Disputa por vagas na CPI do tapa-buraco expõe articulação política na Câmara de Campo Grande

Governo Política Trânsito

Com 24 assinaturas no requerimento e ao menos 12 parlamentares interessados, comissão ainda depende da definição de integrantes e dos procedimentos internos da Casa.

A tentativa de investigar os serviços de tapa-buraco em Campo Grande abriu uma nova frente de articulação entre os vereadores. Embora o requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tenha reunido 24 assinaturas, a definição dos integrantes se tornou um dos principais pontos de negociação nos bastidores da Câmara Municipal.

O principal obstáculo é a quantidade de interessados em participar do colegiado. São cinco vagas disponíveis e pelo menos 12 vereadores manifestaram intenção de integrá-lo. A composição precisará considerar a proporcionalidade das bancadas partidárias, além dos procedimentos internos de análise e indicação.

O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), informou que a formação da comissão exige organização entre os partidos. Até a atualização das informações, o requerimento ainda dependia da análise da Procuradoria da Casa e das indicações necessárias para a composição. Portanto, a apresentação do pedido e a coleta de assinaturas não significam que a CPI já esteja instalada.

Entre os parlamentares citados como interessados estão Ana Portela, Dr. Lívio Leite, Luiza Ribeiro, André Salineiro, Wilson Lands, Leinha, Maicon Nogueira, Beto Avelar, Riverton de Souza e Rafael Tavares. A bancada do PT também manifestou interesse em indicar Luiza Ribeiro para a presidência do colegiado.

Pressão por respostas sobre o asfalto

A movimentação ocorre em meio à cobrança da população por melhores condições de conservação das ruas. Em outubro, a Prefeitura informou que havia ampliado para 12 as frentes simultâneas de manutenção viária, com capacidade operacional estimada em até três mil reparos por dia.

A administração municipal também anunciou contratos que somam R$ 46,3 milhões para reforçar os serviços por meio de empresas credenciadas pelo Consórcio Central. Esses números ajudam a dimensionar a estrutura pública envolvida no tema, mas, isoladamente, não demonstram a qualidade nem a efetividade dos reparos executados.

A eventual CPI deverá ter prazo inicial de 120 dias, conforme as informações divulgadas sobre o requerimento. Uma investigação parlamentar pode reunir documentos, solicitar esclarecimentos e examinar procedimentos administrativos, dentro de suas atribuições legais.

A próxima etapa será definir quem ocupará as cinco cadeiras e quais procedimentos permitirão o início efetivo dos trabalhos. Até lá, a disputa pelas vagas continua sendo um fator central na articulação política em torno da fiscalização da infraestrutura urbana.

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *